quarta-feira, 7 de abril de 2010

Ó o Curintias aí, gente!

Amanzor tirou esta foto hoje no ônibus ao voltar do trabalho. Gente boa tem em tudo quanto é lugar (e ruim também, diga-se de passagem).

De volta da Páscoa

Depois de 4 dias de feriado de Páscoa, cá estamos nós de volta à Bonn com pilhas e pilhas de roupa suja, o que é ruim. Serviço de casa nunca acaba, nem quando estamos fora dela. Parece que existe um mundo doméstico paralelo que continua a produzir afazeres. Quando voltamos pra casa, o trabalho é dobrado: abrir a casa, encher a geladeira, aguar as plantas, por roupa pra lavar, tirar a poeira - porque essa não pára de acumular - limpar os sapatos que ficaram imundos, guardar as bugigangas que compramos, fazer as contas do prejuízo turístico, baixar as fotos da máquina, escrever no blog, se atualizar com as notícias, ler e-mails  e dar conta dos afazeres do dia-a-dia que não param. Já pensou se além de trabalhar dentro, eu tivesse que trabalhar fora? Estaria frita. Ai, preciso de férias.  Ui, vou dormir, já é quase uma da manhã e amanhã às 7h30 vem um cara vedar as janelas, coisa que pedimos pra fazer em outubro. Passamos o inverno inteiro com ventinho gelado entrando pelas frestas e agora que chegou a primavera, chega o homem. Quero ver se a dona do apê vai dividir as despesas do aquecimento com a gente. Duvido.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Frohe Ostern - Férias e férias de Páscoa

Na Alemanha, o feriado de Páscoa começa na sexta-feira e termina na segunda. Sem falar que estamos em plenas férias de Páscoa - duas semanas sem aulas nas escolas e cursos. E estamos pagando por isso!!! Depois dizem que no Brasil é que tem muito feriado. Mas tem um ponto que pra mim é ótimo: o senhor meu marido tem direito a  30 dias de férias por ano. Mas são 30 dias de trabalho sem contar sábados, domingos e feriados! E os trinta dias não precisam ser tirados de uma só vez. Se assim o fosse, o dito ficaria, no mínimo, seis semanas fora da empresa e nenhum chefe é doido de deixar isso acontecer. Então, os dias de férias são tirados aos poucos, unindo-os aos finais de semana e feriados. No final, 30 dias de férias passam a ser uns 70 dias no ano.* Mas não pense que isso é de graça. Vou falar dos impostos retidos na fonte em outro post. Por enquanto, Feliz Páscoa e até terça-feira.
*Alguém sabe me dizer como funcionam as férias por lei na Alemanha? Eu não consegui entender a lei.

Drachenfels - Estória de Dragão

Em 2008, eu escrevi um livro para a Lara chamado "Lara na Beira do Reno" e nele publiquei  o seguinte poema sobre o Drachenfels:


Estória de dragão    

Do outro lado do rio,
Tem a ruína de um castelo
Ondemuito tempo
Morava um dragão.
É uma estória triste
Que papai não quis contar.

Dragão é um bicho enorme
com asas e rabo pontudo
Que mesmo quando dorme
Solta fogo pelas ventas, queima tudo.

Mas papai disse que esse bicho é um lenda
E que eu não tenho que acreditar
Em tudo que o povo inventa.
Tenho que acreditar, sim,
No que posso pegar com a mão
Naquilo que os olhos vêem,
No passarinho que vem em casa
Comer alpiste no balcão.

Papai também disse que não posso duvidar
Do que me faz rir ou chorar
Daquilo que o coração diz
E daquilo que me faz feliz.
Seja verdade ou não,
Papai tem sempre razão.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Drachenfels - A Saga dos Nibelungos

Uma terra e um povo com milhares de anos tem incontáveis estórias e histórias pra serem contadas. Uma delas é a  epopéia Nibelungenlied  - A Saga dos Nibelungos. Como boa estória antiga, não poderia deixar de ter dragão. E como o tópico está novamente em voga com o novo filme da Dreamworks "Como treinar seu dragão", então senta que lá vem estória.
"A Saga dos Nibelungos" é um longo poema épico tipo "Os Lusíadas" escrito por volta do século 13 por autor desconhecido.  Ele conta a estória de Siegfried, um cavaleiro  que matou um dragão e que depois do feito ouviu de um passarinho que se tomasse banho no sangue do bichão ficaria invencível. Assim fez Sieg. Mas uma folhinha danada caiu sobre  sua nuca, impedindo que o sangue ali chegasse, tornando-o vulnerável naquele ponto. Portanto, nesta saga, o calcanhar de Aquiles é a nuca do Siegfried. A saga dos Nibelungos é  nada mais nada menos do que uma saga, ou seja, super longa, cheia de aventuras, traições, tragédias, folclore, mitologia alemã, metáforas e simbolismos, heróis e vilões, mortes e vingança. 
Nós moramos exatamente em frente ao castelo onde supostamente Siegfried matou o dragão . Não por acaso, todas as ruas do nosso bairro têm nomes dos seus personagens: Rüdiger, Kriemhild, Brünhild, Gunther, Gernot, Giselher, Ute e por aí vai. Hoje, só existem as ruínas do castelo de nome Drachenfels  - pedra do dragão. Próximo a ele, foi erigido em 1913 um monumento em homenagem aos 100 anos de  Richard Wagner que fez a ópera "O Anel dos Nibelungos" (uma análise interessante da Ópera de Wagner no estilo standup comedy pode ser vista aqui). Neste monumento - Nibelungenhalle - existem dezenas de quadros retratando passagens da saga, bem como um zoo de répteis. O mais interessante do local é o Drachenhöhle - buraco do dragão - onde tem uma grande estátua bem parecida com o dragão do filme de Fritz Lang, Siegfried, produzido em 1924 (filme mudo bem ilustrativo). Para assistir ao filme clique aqui ( mas depois de ler o post até o final).
O Drachenfels é o pontinho no alto à direita. De longe parece que não é nada. Mas de perto...


 Pra chegar lá, a gente pega um funicular e depois caminha igual uma mula. Na verdade, dá pra subir de burro também.
Pra chegar ao buraco do Dragão temos que passar por uma caverna. A gente se mete em cada buraco.

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