terça-feira, 29 de setembro de 2009

Haribo macht Kinder froh und Erwachsene ebenso


A Haribo, empresa sediada em Bonn e que produz os famosos ursinhos de goma, lança todo ano a campanha de troca de castanhas por Haribo. Desta vez, as castanhas serão doadas para uma instituição de proteção a animais selvagens e a troca acontecerá nos dia 22 e 23 de outubro, sendo 10 quilos de castanhas (imprópria para consumo humano, mas um banquete para animais selvagens e silvestres)  ou  5 kilos de nozes (aquela do Tico e Teco) por 1 quilo de Haribo. A catança já começou. Por toda a cidade, crianças e adultos com sacolas à mão saem em busca das castanheiras espalhadas pela cidade. Hoje foi nosso dia, atrás do prédio da DHL tem muuuuuita castanha no chão. E a Lara ficou feliz. Aliás o slogan da Haribo é o título do post e quer dizer "Haribo faz as crianças felizes e os adultos também". Verdade.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Muro de Berlim

Nós ainda não tivemos a oportunidade de visitar Berlim, mas estamos planejando um final de semana prolongado para o próximo ano. Eu conheço a história do muro de Berlim, mas não tinha idéia de como ele funcionava. A resposta está aqui neste vídeo da Deutsche Welle. O vídeo completo pode ser adquirido aqui. Enquanto assistia, fiquei pensando no quanto foi gasto em tempo, dinheiro e área para construí-lo, mantê-lo e vigiá-lo. Por que esse esforço todo não foi usado para melhoria da vida na Alemanha Oriental, de forma que não houvesse o interesse em fugir é que eu não consigo entender. E não vem me dizer que é porque eram comunistas porque os outros países comunistas não tinham um muro deste jeito. Alguém poderia me explicar?

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Outono ou tô no pior dos meus dias

O outono chegou por aqui e com ele muito pó verde que não me lembro de ter nesta época, só na primavera. Os dias já começaram a ficar cinza e eu só o pó. As árvores avermelhadas e perdendo folhas. E eu já perdendo os cabelos, tudo é motivo pra despencar. A depressão está chegando depressinha demais pro meu gosto. Sai pra lá que este corpo não te pertence!!!

domingo, 20 de setembro de 2009

Comemoração de aniversário 2 - Düsseldorf

Continuando a comemoração do aniversário do Amanzor, que não ganhou nem um bolinho, fomos ontem para Düsseldorf. Capital do Estado de Nordrhein Westfalen, onde moramos, Düsseldorf é considerada a capital da moda na Alemanha. A Königsalle (primeiras fotos) é a rua das butiques chiques e famosas. Passeando por lá, parece que você está numa festa da alta sociedade: é gente chique de verdade, gente rica, gente rica e mal vestida, gente que pensa que está bem vestida, gente metida a besta e gente curiosa - e (mal) vestida - como eu.
Não tivemos tempo pra passear por tudo, principalmente porque perdemos mais de uma hora e meia em um restaurante na beira do Reno esperando a comida que não veio. O Amanzor escolheu o restaurante e, ao ir ao banheiro, passou perto da cozinha e percebeu que só tinha uma cozinheira que devia estar frita, considerando a quantidade de pedidos. Então ele falou pra gente ir embora porque ia demorar. Como eu já tinha feito o pedido, bati o pé dizendo que não ia ficar andando procurando lugar pra comer. O nome do restaurante era Zin Zin mas deveria se chamar Zan Zan, porque os meros dois garçons ficavam zanzando sem saber direito o que fazer, em vez de ir ajudar na cozinha. De ver a cara de feliz do Amanzor e cansada de esperar pelo rango, me irritei, fui falar com a garconete, pra quem tinha feito o pedido, que não íamos mais esperar. Ela disse: - Mas vocês ainda não comeram? Aiaiai. Paguei o sucos e fomos embora sem almoçar. Depois de almoçarmos numa Steakhaus, continuamos nosso passeio só por alguns dos pontos principais da cidade. Além da rua dos frescos, passeamos pela beira do Reno, por algumas ruas da cidade velha e, já cansados, pegamos o carro e atravessamos o rio pra ver onde o povo realmente mora, depois atravessamos o rio de novo e fomos ver o Mediahafen e o Rheinturm. Fertig. Pudemos perceber que já perdemos o costume de cidade grande, com muita gente e muito trânsito, deu pra sentir o stress do barulho e do excesso de informação visual. Em uma hora estávamos de volta à tranquilidade da nossa cidade, que é tudo de Bonn.
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sábado, 19 de setembro de 2009

Comemoração de Aniversário

Ontem, dia 18 de setembro, o Amanzor completou 42 anos. Como presente pra si mesmo, tirou o dia de folga e como presente meu e da Lara, deixamos que ele dormisse até as 11h30, quando levantou para irmos buscá-la no Kindergarten - um presente para ela.
Fomos depois almoçar no Weinhaus Gut Sülz, um restaurante em meio às parreiras, em Königswinter, do outro lado do rio. Mas demos com a cara na puerta - o danado fecha pra almoço, ou melhor, não abre para almoço durante a semana. Então, rumamos para o mesmo restaurante que já haviamos visitado recentemente em Rhöndorf, o Weingut Pieper.Só que desta vez, após o almoço, subimos o morro por entre as parreiras, pois o Amanzor resolveu gastar as calorias ganhas com o 1 litro de Federweisser (primeira etapa do vinho, ainda em processo de fermentação) que ele tomou no almoço e também checar se a idade realmente pesa. Só que quem sentiu o peso da pança e da idade fui eu. Quase não consegui subir o morro que, segundo o engenheiro de plantão, tinha uma inclinação superior a 45 graus. Pra manter a forma de barril de vinho, comi uvas Riesling diretamente do pé. No caminho, fotografei uns lagartinhos e uns caracóis, o Amanzor atendendo ao chamado da natureza, a Lara e uma senhorinha que não sei como foi parar ali. Depois, rolamos o morro abaixo pra voltar para casa.






Essa senhora deve ter mais de 75 anos, andando sozinha nesta altura. Será que resolveu ir pro céu a pé? E eu com a língua de fora.



A little help from my daughter. Ela subiu e depois desceu pra me ajudar. Pode?
Beethovenfest
À noite fomos a uma das igrejas do bairro assistir a uma das apresentações do Beethovenfest - sonatas para piano de Beethoven com a pianista Mari Kodama. Ficamos impressionados com a arquitetura única da igreja, que achávamos ser antiquíssima pelo que víamos do lado de fora, mas que, na verdade, é super moderna por dentro. Me fez lembrar o casal que convidamos para ir ao concerto. Nossos vizinhos, Herr e Frau Glöge, tem mais de 70 anos mas são jovens de alma e ótimos pra papear. Saímos do concerto na pausa, pois era pedir muito que a Lara ficasse quieta por mais de 40 minutos.
Os mesmos vizinhos pediram para vir aqui em casa depois do concerto para dar os parabéns ao Amanzor e trazer uma lembrancinha - um guia de Dresden, cidade natal da Frau Glöge na ex-Alemanha comunista. Tenho curiosidade de perguntar pra eles como era a vida por lá antes da queda do muro, mas ainda não tive coragem.
Voltando à apresentação, falem o que quiser, me chamem do aculturada, ignorante, popularesca, sem classe, mas que é um porre é um porre. O motivo é que, em termos de música clássica, sou analfabeta, ou melhor, só sei assinar meu nome, por isso achei um saco ficar vendo a apresentação de uma única pianista, fazendo caras e bocas e movimentos de bailarina com as mãos. Eu gosto de conjunto, orquestra, banda, isso quando a música me é agradável aos ouvidos e ao cérebro. Lamento não entender de música, ser incapaz de ler uma partitura ou tocar um instrumento musical. Mas música clássica não é minha praia.
No entanto, foi uma viagem ficar pensando no que aquela mulher fez na vida para chegar ali, o quanto ela estudou e praticou para tocar uma hora e meia sem partitura, o quanto ela deve fazer exercícios fisicos para não ficar aleijada por uma lesão por esforços repetitivos (LER) e manter aquela postura eretíssima enquanto toca. Também foi uma viagem ficar olhando como os espectadores reagem à apresentação. Tem gente que fecha os olhos e move as mãos como se estivesse regendo, outros parecem estar em transe, outros olham para o relógio, alguns, como eu, ficam olhando os outros e ainda tem os que dormem, como se a pianista estivesse ali única e exclusivamente para niná-los.
Pra ser honesta, não foi só a Lara que já não aguentava mais. Eu também não, me perdoem os admiradores de piano, do Beethoven e de música clássica, mas eu não gosto de fingir que gosto só pra dizer que sou chic ou que tenho um nível cultural elevado. Mas tenho que concordar com o que Beethoven também deve ter concordado: é melhor ouvir isso do que ser surda.








Um pouco de ruim no Tudo de Bonn 2 - Terrorismo na Alemanha

Aqui na Alemanha, não tem o risco constante que corremos em cidades como São Paulo de sermos abordados na rua, no farol, na porta de casa, por um assaltante armado. No entanto, tem outros tipos de violência causada por desvios sexuais, fanatismo, racismo e divergências políticas e religiosas, que se traduzem, de forma salpicada por todo o país, pelo uso da violência gratuita e de casos de arrombamento, furto, estupro, pedofilia, ataque a estrangeiros e terrorismo.
Semana passada, no metrô de Munique, um senhor de 50 anos que tentou socorrer algumas crianças que estavam sendo atacadas por dois adolescentes de 17 e 18 anos, acabou sendo espancado até a morte pelos dois rapazes.
Também na semana passada, aqui no estado, uma garotinha de 9 anos foi esfaqueada quando voltava da escola e jogada dentro de um bueiro. Tendo sido encontrada por cães farejadores, foi socorrida e não corre risco de morte.
Ontem, um membro da Al Qaeda, pela terceira vez só neste ano, ameaçou o povo alemão. Desta vez, está fazendo chantagem dizendo que, caso o povo vote em candidatos interessados em manter as tropas alemãs no Afeganistão, ele será atacado. A justificativa é que se assim os eleitores fizerem, eles não são inocentes e por isso têm que pagar. No vídeo, um dos líderes da Al Qaeda pede que os muçulmanos que aqui moram evitem lugares públicos após as eleições, caso seus inimigos sejam eleitos. A barra vai pesar. Notícia completa em inglês aqui.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Trinkgeld - dinheiro pra cervejinha


Gorjeta é o tipo de assunto que bagunça a cabeça dos turistas ou viajantes em geral que escolhem comer em restaurantes onde se é atendido por garçons/netes (Kellner/Kellnerin). Na Alemanha, a gorjeta, chamada de Trinkgeld - literalmente, dinheiro pra bebida, o nosso famoso "pra cervejinha"- não é obrigatória. Aliás, no rodapé do cardápio, normalmente, vem informado que o serviço já está incluído no valor do prato. Dá-se gorjeta somente quando se sentir que o serviço foi bom e quiser assim gratificar o garçon. Ou, no caso do meu queridissimo marido, se você se sentir mal em ser servido e não deixar nada além do justo valor da conta e com isso não ajudar o cara que trabalha fazendo algo que você dá graças a Deus de não ter que fazer pra poder sustentar a família ou pagar os estudos. Se quiser dar gorjeta, qualquer valor é bem vindo e não dar nada não gerará nenhum olhar atravessado ou mal atendimento na próxima vez que der as caras no mesmo restaurante.
Se pagar com cartão de crédito, o valor do Trinkgeld pode ser acrescido ao total a ser debitado. Para isso, às vezes, existe um espaço no cupom pra se acrescentar o valor da gorjeta mesmo depois de assinar o canhoto com o valor da conta. Mas aí, mesmo aqui na Alemanha, eu duvido que o dindin vá parar nas mãos do pobre garçon. Pagando-se em dinheiro, pode-se arrendondar o valor (18,30 para 20, por exemplo) e se não quiser troco dizer "Das stimmt so", o equivalente ao nosso "tá certo". Pode-se ainda deixar a gorjeta sobre a mesa.
Go Dutch in Deutschland
Eu tenho problemas sérios quando saio com amigos e parentes no Brasil, porque a gente ou paga a conta toda ou divide em partes iguais, o que nem sempre é justo. Aqui, nem se cogita esta saia justa. Se você quiser se oferecer pra pagar a conta toda ou dividi-la em partes iguais não é problema, mas ninguém vai estranhar se cada um pagar exatamente o que consumiu. Para isso, o garçon sempre pergunta: -Zusammen oder getrennt? ( junto ou separado?). E ele se encarrega de calcular o valor a ser pago na hora. Ele pergunta o que você comeu e bebeu, faz a conta na mesa mesmo e cada um paga o seu. Em alguns pubs, bistros e biergartens, o garçon até carrega na cintura uma bolsinha com divisões para moedas e notas, onde vai guardando tudo o que "fatura" até o final do expediente, coisa que não funcionaria nos restaurantes do Brasil, por motivos óbvios - qual o garçon que iria querer correr o risco?


sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Kesslers Knigge - humor alemão

Dizem que o humor alemão é sem graça. Eu acho este cara engraçado. Michael Kessler é ator e comediante e mora em Colônia. Ele atua em teatro, cinema e apresenta sketches na TV alemã. A lista de vídeos, peças de teatro e filmes do qual participou é extensa considerando que ele só tem 42 anos. Um menino. A lista de seus sketches de "10 coisas que..." não tem fim.


quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Tag des offenen Denkmals

"Tag des offenen Denkmals" seria em português (talvez), "Dia do acesso livre aos patrimônios/monumentos históricos". É uma iniciativa de várias instituições ligadas à defesa e conservação do patrimônio histórico, arqueológico, artístico, arquitetônico e turístico (nunca vi tantas proparoxítonas juntas), tipo um Condephaat da vida, em vários países europeus.
Este evento acontece entre agosto e outubro por toda a Europa e todo segundo domingo de setembro aqui na Alemanha. Este ano será no próximo domingo dia 13.
Visite o site e acesse a programação http://tag-des-offenen-denkmals.de/info/

Tag der offenen Tür"

Há duas semanas, houve aqui em Bonn, o "Tag der offenen Tür", quando várias instituições públicas abriram suas portas para o povão interessado. Fomos visitar a Villa Hammerschmidt, a "Casa Branca" de Bonn, que, como todos sabem, é a ex-capital da Alemanha Ocidental. Também estavam abertos o Post Tower - que é o prédio mais alto de NRW e sede do Deutsche Post e da DHL - o prédio da Telecom e das Nações Unidas. Além dos prédios a serem visitados, também teve uma série de eventos como shows, exposições e teatro infantil. Ah, e nas fotos você poderá ver a presença do Robocop, pacientemente na fila.


Tag der offenen Tür

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Kegeln




Costumo receber e-mails de grupos antigos dos quais participava como, por exemplo, o "Ladies' Night Out", grupo de mulheres que saem uma vez por mês a noite para conversar e sair da rotina, seja ela doméstica e/ou profissional. Há muito tempo não participo deste especificamente, visto que a minha cota de saídas à noite tem sido grande comparada com a do Amanzor, que é zero.
O que me chamou a atenção em um desses e-mails foi o convite para se reunir e jogar um jogo muito praticado aqui na Alemanha, do qual eu não tinha conhecimento nenhum até então - o que não é surpresa nenhuma visto que eu não pratico nenhuma atividade física (exceto puxar ferro de passar roupa, levantamento de móveis, aspiração ritmica e pilotagem de fogão) muito menos esporte, nem mesmo em cárater social.
Este jogo se chama Kegeln, também conhecido como "Boliche de 9 Pinos", só que a bola é menor,com ou sem furos; a pista é mais curta, estreita e afunilada no meio; as regras são um pouco diferentes; e...tem nove pinos em vez de 10. Existem vários lugares e clubes que oferecem o local para o jogo. Pelo que percebi, as pistas ficam em salas reservadas com uma mesona para grupos grandes, o que dá uma privacidade que normalmente os locais de Boliche não dão. Aparentemente, o foco é estar com amigos, conversar, comer, beber e eventualmente jogar.
Aqui, alguns locais que oferecem o jogo em Bonn e redondezas. Aqui e aqui uma explicação sobre o jogo.

sábado, 5 de setembro de 2009

Primeira Apresentação Pública de Ballet da Lara

A Escola de Dança "Jochem Koltermann", da qual a Lara é aluna, participou da Festa da Cidade no sábado dia 29. E a Lar participou da apresentação do grupo de Ballet. Achava que ela ficaria tímida e se negaria a subir no palco. Mas ela me surpreendeu e fiquei emocionada por perceber como ela estava feliz e excitada. Elas tiveram só duas aulas de ensaio, pois estavam em férias, mas a professora, Anabell, que é francesa, é muito fofa e cativa as crianças através de brincadeiras, deixando-as bem à vontade.
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Antes de irmos para a academia de dança para que ela trocasse de roupa, fomos almoçar num restaurante e uma senhora que sentou ao nosso lado começou a puxar papo. Contamos à ela que Lara iria se apresentar na Festa da Cidade. Depois que a Lara desceu do palco, a senhora chegou com um arranjo de flores e deu para a Lara junto com um parabéns. A Lara ficou super orgulhosa. Nossa menina está crescendo e aparecendo!

Depois fomos passear pela festa, compramos um Lebkuchen para a Lara pendurar no pescoço e encontramos a nossa vizinha vestida com traje típico alemão juntamente com a turma do centro de tradições alemãs, do qual faz parte. E pelo jeito eles mantém bem a tradição de beber muuuuuita cerveja com Schnapps.

Ligações billigosas

Quando chegamos aqui em Bonn, nossas coisas ainda estavam vindo de navio, por isso, ficamos 40 dias morando em um hotel em Bad Godesberg, que não tinha mais nenhum quarto ocupado além do nosso. Nem a dona ficava por lá. Eu e Lara passávamos os dias frios e cheios de neve no nosso apartamento - que consistia de uma sala bem grande, uma cozinha espaçosa, um banheiro e um quarto - esperando o papai chegar do trabalho. O hotel ficava numa ladeira próxima ao Godesburg, a ruína que dá nome à cidade.
Pra sair de casa, eu tinha que descer 2 lances de escada com o carrinho da Lara ( não tinha elevador), subir de novo pra buscá-la, depois abrir a porta e imediatamente descer três degraus com a Lara já no carrinho diretamente numa calçada, numa ladeira com neve. Não era tarefa fácil para uma brasileira não acostumada a passar tanto frio, que não sabe patinar e que é preguiçosa. Então, acabava ficando no hotel e ligando para o Brasil, o que no checkout resultou na expressiva soma de 362 euros de conta telefônica.
Posteriormente, fomos informados que existe a possibilidade de se digitar um código antes do número de telefone desejado, o que reduz em muito o preço da ligação. Então, quando mudamos para o nosso apartamento, tentamos fazer uso do tal código e descobrimos que, para fazer essa ligação, o aparelho telefônico tem que ter capacidade para pelo menos 20 dígitos em sua tela, o que o nosso não tinha. Compramos um novo telefone e passamos a fazer as ligações para o Brasil, baratinhas, baratinhas.
Dependendo do dia, do horário e do código utilizado, fica entre UM e TRÊS CENTAVOS por MINUTO. Isso quer dizer que uma ligação de uma hora e meia para o Brasil pode custar entre 90 CENTAVOS de euros a 2 EUROS E 70 CENTAVOS. Uma redução consideravelmente absurda na conta telefônica.
Quando saímos do Brasil em janeiro de 2006, pagávamos aproximadamente 250 reais de conta telefônica, o que seria mais ou menos 100 euros. Isso há quase quatro anos. Aqui pagamos, num mês que telefonamos bastante, em torno de 70 euros e com a internet sem fio já incluída nesse valor.
Posso estar chovendo no molhado, mas pensei em escrever sobre isso porque uma amiga minha portuguesa, que vive aqui há mais de 20 anos, não sabia desta possibilidade. Ela pagava, até o mês passado, quando, por acaso, comentei com ela sobre a existência do site, em torno de 300 euros mensais para ligar para Portugal. Quase caiu pra trás quando pensou no quanto poderia ter economizado esse tempo todo e ficou admirada de eu saber disso e ela não!
Também resolvi falar sobre o assunto porque nem todo mundo tem acesso constante à internet, além de que não dá pra sair carregando o computador no ombro enquanto ajeita a casa ou faz comida ao mesmo tempo que conversa com alguém em outra parte do mundo.
Aí vai o site para todos os interessados que forem fazer ligação daqui da Alemanha para qualquer lugar do mundo utilizando uma linha telefônica residencial fornecida pela Telecom ( não sei se funciona para as outras companhias telefônicas, celulares ou linhas comerciais):
http://www.billiger-telefonieren.de/
Schnellrechner Festnetz
Escolha o país
Escolha o código (dê preferência para o que diz a tarifa antes de completar a ligação)
Digite o código + 00 + código do país + código da cidade + número do telefone
Exemplo de uma ligação para SP:
010011 00 55 11 43301279
Vista do cemitério e Godesburg ao fundo
Foto tirada do outro lado da rua em frente ao Hotel. Olha o ladeirão!

Rua do hotel em dia de neve


Rua do hotel em dia sem neve
Cozinha do apartamento do hotel

Quarto do hotel, com cama arrumadinha

Sala do apartamento, onde Lara e eu passamos uma quarentena
Valeu a pena!

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Presentes do Blog

Eu, Bia e Bettina

Ontem recebi dois presentes do Blog: A Bettina Riffel, do blog http://bettinariffel.blogspot.com/, que é jornalista na Deutsche Welle, aqui em Bonn e é de Pomerode em Santa Catarina; e a Bianca Pedrini do blog http://vamosfingirquesomosnormais.blogspot.com/, também de Pomerode, e trabalhando por três meses na ONU. Prova cabal de que o mundo é pequeno. Elas são amigas de infância e agora estão na mesma cidade, trabalhando em prédios vizinhos, e tudo isso do outro lado do oceano! Outra coincidência é que a Bettina trabalha com uma amiga minha portuguesa, a Lena, cujo marido, o Paulo, trabalha com o meu. Não falem mal de mim porque eu posso ficar sabendo, hein?

Fomos jantar no centro de Bad Godesberg, num restaurante italiano. Conversamos bastante, comemos pasta e dividimos a sobremesa: mousse de chocolate e panacota. Pena que as 4 horas e meia de papo não foram suficientes. Vai ter que ter repeteco! Adorei!

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Campanha Ficha Limpa até 7 de setembro!!!!!

A Maira, que está de férias no Brasil, escreveu um post sobre a Campanha Ficha Limpa iniciada pelo MCCE - Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, que está acontecendo nacionalmente com o objetivo de melhorar o perfil dos candidatos a cargos públicos e evitar que pessoas com problemas com a Justiça se candidatem. Temos até o dia 07 de setembro para coletar 300 mil assinaturas e atingir o total de 1.300.000. Vale a vida participar. Vá a um dos stands ou preencha o formulário fornecido no site o mais rápido possível. Mais informações no blog da Maira ou no site do movimento : http://www.mcce.org.br/node/15

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Tocar nos teclados é tocar em alguém

Depois que descobri o que é um blog e passei a escrever o meu, me sinto tocada pelos tantos blogs que encontro e onde me encontro e por todos que acessam os meus textos de tantas partes do mundo onde eu nunca pensei em ir pessoalmente. Tenho uma seguidora que nem mesmo fala português, mas acha o site legal. Fico feliz que ao tocar nos teclados também toco em pessoas, o que faz com que o mundo virtual se torne bem real pra mim.

Post Secrets - quando segredos fazem sucesso

Todo mundo tem interesse na vida alheia e todo mundo tem um segredo cabeludo, jamais contado. Não vem me dizer que não, porque é fato. Daí o sucesso dos blogs, twitters, programas de TV, revistas, jornais, conversas que acabam ou começam em fofoca e mesmo a velha e individual carta mandada pelo correio.
Se aproveitando disso apesar da estória inicial ser mais romântica, Frank Warren resolveu começar um projeto no qual as pessoas criariam artesanalmente um cartão postal e nele contariam anonimamente um segredo verdadeiro. Esse postal seria, então, remetido para o endereço fornecido no site. Hoje a coisa cresceu de tal forma que virou multimídia: livros, palestras, vídeos, internet e...correio - único meio que ainda possibilita a comunicação de forma completamente anônima (nem em confessionário isso é possível). Particularmente, acho que os correios do mundo todo deveriam patrocinar o projeto, pois é um ótimo jeito de reavivar um meio de comunicação em colapso.
Eu descobri este projeto hoje e fiquei impressionada com o efeito que ele teve sobre minhas emoções. O primeiro foi inveja: - "Por que eu não tive essa idéia antes?", pensei eu. Depois, admiração. Afinal é de se admirar como um segredo, mesmo contado para milhões de pessoas, se mantém segredo, porque o segredo da coisa está na pessoa que contou o segredo se manter em segredo. (ui)
É um jeito interessante de ver que muitas vezes segredos alheios podem ser seus também. Lê-los aleatoriamente é uma forma de auto análise (palavras juntas ou separadas?), pois várias sensações aparecem uma após a outra conforme nos deparamos com a variedade do que é contado.
É a chance de ver qual a nossa reação, quando nossos próprios sentimentos - preconceito, tristeza, paixões, rejeições, crenças, aversões fraquezas, pontos fortes, raiva, alegria, arrependimento so on so forth - entram em ponto de bala sem alvo, a não ser nós mesmos . A impossibilidade de postar comentários no blog e redirecionar o que sentimos dá origem a uma viagem à nossa alma, consciência e inconsciência através da liberação do outro - não tão fácil, cara a cara, mas, assim, simples, num postalzinho.
Vejam o video abaixo e me contem o que sentiram. Ou escolham qualquer um dos vídeos aqui.

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